ColaboradoresIslândiaO que fazer

Roteiro de 7 dias de experiências na Islândia

Roteiro de 7 dias de experiências na Islândia – Pensar e programar parte de suas férias na Islândia é uma experiência única, e é FATO que você irá se deparar com alguns comentários bem típicos: “Mais o que tem pra fazer na Islândia?”, “Nossa que loucura, Islândia! Você realmente gosta de viagens de aventura.” ou “Islândia? Nossa você vai congelar!”. Vislumbrar esse país, tão distante do imaginário das pessoas, é pensar em gelo e mais gelo e muuuuuito frio.

Jokuls†rlon (foto: Grazi Bastos)
Jokuls†rlon (foto: Grazi Bastos)

Mas, como eu mesma li em uma revista de bordo da Icelandair:as menores temperaturas registradas por lá também acontecem em grandes cidades do Canadá e do norte dos Estados Unidos, como New York”, afirmo pra vocês: “não se preocupem em congelar, pois todo país “gelado” tem infraestrutura suficiente para baixas temperaturas”. E esse frio todo que falam faz realmente parte de um imaginário.

E agora, vamos ao que interessa, nosso roteiro de 7 dias na Islândia:

1º dia: Visitando a Blue Lagoon

Como o aeroporto fica próximo da Blue Lagoon (umas das principais atrações da Islândia), cerca de 20 minutos, resolvemos (eu e meu marido) ir direto ao local, antes mesmo de fazer checkin na guesthouse que reservamos em Reykjavík – capital do país. Blue Lagoon é um complexo/spa muito bem estruturado com uma imensa piscina com água vulcânica e outras dependências, tais como: hotel, restaurante, clínica dermatológica e etc., e é um local simplesmente MARAVILHOSO. Mergulhar nas águas vulcânicas da “lagoa azul” é uma experiência única na vida de qualquer ser humano.

Blue Lagoon (foto: Grazi Bastos)
Blue Lagoon (foto: Grazi Bastos)

O valor para entrada na piscina não é muito barata, mas vale muito a pena. A dica é levar roupa de banho, óbvio, toalha (tive que comprar uma entrada com toalha de banho e assim meu passaporte saiu mais caro) e usar antes e, principalmente, levar um mega condicionador para cabelos, porque a água contém muitos minerais! O meu cabelo ficou mais duro que uma palha de aço! Ficamos por lá, mais ou menos, 2 horas e meia até nossos dedos murcharem. O bom foi que chegamos por volta das 17h, horário mais tranquilo para entrar no complexo, porque geralmente as excursões chegam pela manhã e fica lotado nessa parte do dia.

Ao pagar o acesso à piscina você poderá usar todas as facilidades e comodidades que eles disponibilizam para os usuários, tais como: chuveiro com creme de cabelo e sabonete líquido, secador de cabelo, locker para as roupas e pertences, cotonetes, pias e afins.

2º dia: Golden Circle

No segundo dia, depois de descansar em uma guesthouse em um ponto ótimo, ao lado da principal igreja de Reykjavík (centro da cidade), fomos para o famoso Golden Circle. No primeiro dia realmente ‘turistando’ pegamos o carro que alugamos e iniciamos a jornada. A primeira vista toda a natureza ao redor impressionou muito, uma vegetação diferente de tudo que já vi.

Nossa primeira parada foi no Pingvellir National Park, uma caminhada de mais ou menos 1 hora para conhecer com calma as dependências do parque (lá você pode ver fissuras de placas tectônicas). De lá fomos para outro highlight do país, Geysir Hot Springs, um parque com vários gêiseres onde fizemos aquela filmagem clássica com câmera lenta do gêiser em plena erupção.

Pingvellir National Park (foto: Grazi Bastos)
Pingvellir National Park (foto: Grazi Bastos)
Pingvellir National Park (foto: Grazi Bastos)
Pingvellir National Park (foto: Grazi Bastos)

Partimos para uma das atrações mais lindas da Islândia, a cachoeira Gulfoss. No inverno ela fica inteira congelada, mas, como fomos na primavera, ela tinha somente alguns pontos com gelo, o que não tirou a beleza do local. De lá pegamos a estrada de volta para Reikjavík e parando antes para jantar em Selfoss. Esta cidade não tem ponto turístico, mas como estávamos indo em direção a capital resolvemos parar para uma pizza.

Gulfoss (foto: Grazi Bastos)
Gulfoss (foto: Grazi Bastos)

3º dia: Passeio para ver baleias

Já ambientados fomos fazer o famoso passeio de barco, que duraria mais ou menos 3 horas, para ver as baleias. E esta infelizmente não foi umas das melhores experiências que tivemos. Demos um azar de naquele dia o mar estar muito revolto, e além de não conseguirmos ver as baleias passamos muito mal (eles oferecem o famoso remedinho contra enjoo, porém de nada adiantou). Mas pra confortar, as empresas que fazem esse tipo de passeio, quando ocorre de não conseguirem proporcionar o melhor divertimento para seus clientes, entregam um voucher para os turistas retornarem em qualquer outro dia que optarem. Nós não voltamos porque não daria tempo.

Apesar do sorriso, ficamos bem enjoados no mar tentando ver baleias!
Apesar do sorriso, ficamos bem enjoados no mar tentando ver baleias!

Na parte da tarde, como passamos muito mal pela manhã, resolvemos voltar para a guesthouse e depois à noite saímos para um pequeno citytour e um jantar no centro de Reykjavík. No centro da cidade encontramos locais bem bacanas para um pequeno passeio, como Harp Building (HARPA), o farol, o museu nacional, a igreja em formato vulcânico (Hallgrímskirkja) e seu imenso órgão localizado no interior, uma escultura lindíssima de um barco viking (Sólfar), entre outras atrações.

Harpa (foto: Grazi Bastos)
Centro de Reykjavík, no Harpa (foto: Grazi Bastos)
Igreja em formato vulcânico (Hallgrímskirkja)

4º dia: Cachoeiras e Vík

No quarto dia partimos em direção a região de Vík, onde no decorrer do caminho paramos em várias cachoeiras. Esse pedaço da Islândia é sem dúvida um dos mais lindos e deslumbrantes do país. Primeiro paramos em Seijalandsfoss (foss = cachoeira), que fica num pequeno parque. Nesse local além desta lindeza encontramos uma pequena cachoeira escondida dentro de uma caverna. Vale a pena explorar pedacinho por pedacinho do local.

Depois fomos para a mais bela de todas, na minha humilde opinião. Se existe uma cachoeira linda ela chama-se Skógafoss, uma queda de água verdadeiramente sensacional com um incrível arco íris na sua frente, dando o toque final. Lá pudemos subir uma escadaria onde conseguimos vê-la do alto e também tirar belas fotos muito próximas do topo. Experiência mais que incrível!

Cachoeira
Cachoeiras Skogafoss e  Seijalandfoss (foto: Grazi Bastos)
Cachoeira
No alto da Cachoeira Skógafoss

No caminho para Skógafoss passamos por um vulcão (Eyjafjallajokull) que teve a última erupção em março de 2010 e foi cenário de filme de Hollywood (A Vida Secreta de Walter Mitty – Ben Stiller). Lugar muito lindo para uma pequena parada e fotos. Neste caminho passamos por uma praia de areias negras (Black Sand Beach – oeste de Dyrhólaey) e de lá partimos para a cidade de Vík, onde o ponto turístico mais famoso é uma igreja pequenininha no alto da cidade. Finalizamos com o caminho de volta e um belíssimo arco íris para nossa nova guesthouse em Kirkjubaejarklaustur.

post_islandia_intrip_Eyjafjallajokull
Eyjafjallajokull, O Vulcão teve sua última erupção em 2010 (Foto: Grazi Bastos
Black Sand Beach (foto: Grazi Bastos)
Black Sand Beach (foto: Grazi Bastos)

5º dia: Maior geleira da Europa

Neste dia partimos da guesthouse em direção a conhecer a maior geleira da Europa. No caminho dirigimos sempre margeados pela imensa geleira que fica no Skaftafell National Park e do outro lado ora mar ora enormes planícies. Paramos na Cachoeira Negra, que, em minha opinião, ficaria mais bela se estivesse no inverno, pois vi imagens dela totalmente congelada e achei o máximo. De lá margeamos todo o parque e as geleiras e fomos parando em pontos que davam para ficar bem pertinho delas. Fomos até o centro turístico de Jokulsárlon para tomar um chocolate quente, que por sinal foi uma marca registrada nessa temporada da Islândia, e ir ao banheiro, para então continuarmos até Hofn. Nesta cidade almoçamos e depois retornamos para a guesthouse. Fizemos todo o percurso novamente, só que agora tirando muito mais fotos da imensa geleira e das belezas naturais. Nesse retorno tive o prazer de descer do carro e tirar fotos com nossos amigos inseparáveis de viagem, os lindos cavalos selvagens da Islândia.

Geleira
Observando a maior geleira da europa, em Jokulsárlon
Cavalos selvagens da Islândia (foto: Grazi Bastos)
Cavalos selvagens da Islândia (foto: Grazi Bastos)

6º dia: Day off e comprinhas

Voltamos para a capital logo pela manhã e ficamos com um day off para aproveitar a gastronomia local e aproveitar um pouco as atrações da cidade, além obvio de comprar umas lembrancinhas.

7º dia: Retorno e voo para Amsterdam

No último dia regressamos para o aeroporto e pegamos um voo para nossa última parada da Eurotrip, Amsterdam (nessa viagem de férias ficamos no total 20 dias, sendo 1 semana na Irlanda, 1 semana na Escócia, 1 semana na Islândia e 3 dias em Amsterdam, de onde chegava e partia nosso voo pro Brasil). Em breve conto um pouco mais sobre nossas outras experiências vividas nessa viagem!

A Islândia é, sem dúvida, diferente de tudo que já vivi e essa é a grande beleza das viagens e da vida de um mochileiro.


 

Boas Viagens e lembrem-se….Seu destino é você quem faz!
 
VIVA EXPERIÊNCIAS intrip.com.br
CURTA facebook.com/intripBR
SIGAtwitter.com/intripBR
VEJA instagram.com/intripBR
ASSISTA: youtube.com/intripBR

 

Post anterior

3 dicas de lugares para ver o pôr do Sol em São Paulo

Próximo post

Trilha do Morro da Urca