DeCaronaGaropabaSanta CatarinaSem categoriaWebsérie

Um dia em Garopaba

Nosso segundo dia no litoral catarinense prometia! Estávamos hospedados na pousada Prazeres do Rosa, na Praia do Rosa, e resolvemos tirar nosso segundo dia por lá para conhecer a cidade de Garopaba, que fica a cerca de 15 km de distância. Nossas anfitriãs Mara e , que já nos receberam muito bem no dia anterior (Leia aqui), estavam de folga, pois o restaurante delas não abre terças e quartas e por isso elas puderam nos acompanhar em nossa ida a Garopaba. Elas foram as primeiras que pegaram carona com a Walentina e prometeram nos apresentar vários lugares e pessoas que fizeram parte da história da região!

Praia do Centro em Garopaba - SC (foto: Eriberto Alemeida Jr.)
Praia do Centro em Garopaba – SC (foto: Eriberto Alemeida Jr.)

Seguimos para Garopaba pegando a BR-101 e rapidamente já estávamos por lá, Walentina tava com gás total e subiu tranquilamente o local do nosso primeiro ponto de visitação, entramos pelo centro de Garopaba e fomos até o alto de um morro onde conseguimos ter uma bela vista da Praia do Centro! Depois de fazer um selfie com a Walentina, descemos e fomos conhecer a Igreja São Joaquim, que foi construída sobre uma pedra e utilizando a base de óleo de baleia em sua construção.  Aproveitando essa pequena parada, foi então que provei pela primeira vez um chimarrão, a Mara tinha trazido uma cuia, mate e água quente (tudo isso dentro da Walentina) e me ofereceu. Resolvi aceitar e gostei, pois parece Mate Leão que vende nas praias do Rio, a diferença é que esse é quente e parece estar um pouco sem açúcar…mas é bom, curti!

Provando um chimarrão! (foto: Reprodução instagram.com/intripBR)
Provando um chimarrão! (foto: Reprodução instagram.com/intripBR)
Igreja São Joaquim
Igreja São Joaquim
Selfie nosso com as "caroneiras" Mara e Rô com a Walentina (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Nosso Selfie com as “caroneiras” Mara e Rô  e com a Walentina (foto:Eriberto Almeida Jr.)

Saindo dali, passamos pelas dunas do Siríu e fomos em direção a um lugar chamado Macacu. Lá paramos para conhcer um engenho de cachaça e farinha de mandioca! A estradinha de barro nos levou até um lugarzinho bem rústico, onde estacionei a Walentina na porta e pedimos licença para entrar e fazer algumas imagens! Era o “Engenho do  Seu Zéca”, um velhinho muito simpático que há anos produz cachaça artesanal. Faz algum tempo que seu filho o acompanha nesse processo e  inclusive foi o filho dele que nos mostrou como tudo funciona!

É bem interessante entender como é a produção de uma cachaça de forma artesanal, tudo é muito rústico, desde a colheita da cana ali perto mesmo, do processo de fermentação até a fase de destilação, quando a cachaça nasce da evaporação do caldo fermentado e com o resfriamento desse caldo passando por serpentinas resfriadas pela água gelada vinda direto do rio.

Passamos pelas Dunas do Siriú (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Passamos pelas Dunas do Siriú (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Entendendo todo o processo da produção artesanal da cachaça (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Entendendo todo o processo da produção artesanal da cachaça (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Aprendendo mais sobre a produção de uma cachaça! (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Aprendendo mais sobre a produção de uma cachaça! (foto:Eriberto Almeida Jr.)
"Seu Zeca" do engenho do 'Seu Zeca" (foto:Eriberto Almeida Jr.)
“Seu Zeca” do  “Engenho do  Seu Zeca” (foto:Eriberto Almeida Jr.)

Obviamente depois de muitas fotos, vídeos, um ótimo papo e boas risadas, já estava na hora de partir! Mas antes vimos um carro de boi passando, o que para nós causou admiração e espanto para eles ali na região é normal, é o meio de transporte e de trabalho de muita gente local. É normal ainda ver esse tipo de transporte por lá pra cima e pra baixo!

Carro de boi ainda é muito usado na região (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Carro de boi ainda é muito usado na região (foto:Eriberto Almeida Jr.)

 

Agora sim, era hora daquela paradinha estratégica para o almoço! E não poderia ter uma opção melhor para o momento, fomos para um restaurante chamado Al Andaluz  pedimos uma muqueca de peixe que estava fantástica! Comemos de frente para a praia com um visual muito bacana de fim de tarde!

Parada estratégica para o almoço (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Parada estratégica para o almoço (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Restaurante Al Andaluz (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Restaurante Al Andaluz (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Almoço do dia foi muqueca de peixe
Almoço do dia foi muqueca de peixe

Depois do almço, bem do lado do restaurante veio uma grande surpresa, um amigo da Mara e da Rô que já estava sabendo da nossa história com a Walentina, fez questão de nos receber em sua casa. Era o Seu Manfredo, um senhor de 87 anos apaixonado pela vida e por suas outras paixões, na verdade suas três paixões, sua esposa, suas orquídeas e a cidade de Garopaba! Sinceramente é difícil descobrir qual é a ordem dessas paixões, mas acredito que até o fim desse post vocês poderão chegar a mesma conclusão que eu cheguei!

Passamos a tarde toda por lá, ele nos pedia para fazermos as perguntas, mas antes mesmo de indagarmos algo, ele já começava a falar parecendo que já sabia o que iriamos perguntar! Como ele mesmo diz, é um contador de “causos” e assim ele foi levando aquele papo bom! Nos contou um pouco de sua vida e como ela se mistura com a “vida”de Garopaba. Gaúcho, escolheu cidade para morar a mais de 50 anos e foi testemunha do surgimento da cidade. Chegou na década de 60 para fazer fotos de uma obra do governo do estado catarinense, mas logo se apaixonou pelo lugar e continuou a fazer fotos. Suas fotos foram parar em um jornal da capital e então começaram a atrair visitantes de todo canto para a até então “desconhecida” Garopaba!

Eu (com o livro que ele me deu) e "Seu"Manfredo (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Eu (com o livro que ele me deu) e “Seu”Manfredo (foto:Eriberto Almeida Jr.)

Além da cidade, Seu Manfredo também tem amor pelas orquídeas que cultiva a mais de 60 anos! Tanto que escreveu um livro contando os “causos” sobre sua vida cultivando as flores. O mais impressionante é que seu primeiro contato com elas foi quando fazia um exercício pelo exército, na época que era militar! Ahh e eu tive a felicidade de ganhar esse livro!

Então percebi que além do amor pelas orquídeas e pela cidade, ainda havia o maior amor, o de sua esposa Tereza, que mesmo depois de 60 anos de casado ele ainda cariosamente a chama de “minha paixão”. E lembra da conclusão que eu falei que cheguei sobre a ordem de seus amores? Pois é, acho que não há uma ordem, acho que há um equilibrio e que Seu Manfredo é feliz porque achou o ponto de equilibrio!

As fotos que ajudaram a divulgar Garopaba ainda na década de 60 (foto:Eriberto Almeida Jr.)
As fotos que ajudaram a divulgar Garopaba ainda na década de 60 (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Até Walentna queria sair na foto com "seu"Manfredo (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Até Walentna queria sair na foto com “seu”Manfredo (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Um belo dia em Garopaba! (foto:Eriberto Almeida Jr.)
Um belo dia em Garopaba! (foto:Eriberto Almeida Jr.)

 

Foi um dia maravilhoso, adorei conhecer tudo, mas com certeza o papo com Seu Manfredo foi a maior atração daquela visita a cidade, nos fez entender a essência de Garopaba e principalmente nos fez pensar em muita coisa para as nossas vidas daqui pra frente!

Essa história faz parte do projeto “De Carona Com Walentina
Patrocínio e apoio da TOM TOM Brasil
 
Boas Viagens e lembrem-se….Seu destino é você quem faz! 
 
VIVA EXPERIÊNCIAS intrip.com.br
CURTA facebook.com/intripBR
SIGAtwitter.com/intripBR
VEJA instagram.com/intripBR
Post anterior

Drops #2: Walentina passou por Curitiba

Próximo post

Dias extras em Imbituba e na Praia do Rosa