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Voando pra Miami com Delta Airlines

Voando pra Miami com Delta Airlines – Existem cerca de 10 companhias áreas que fazem vôo regulares e diretos para os EUA, a escolha é uma decisão do passageiro! Porém, nem sempre a escolha realmente é nossa, pois em muitos casos terminamos escolhendo a companhia pelo preço, já que para os EUA o valor das passagens pode chegar em média a $2.500 dollares (valores pode variar). Bom, como a maré não ta pra peixe para a maioria dos brasileiros, entrar em sites de buscas e promoções, como o Voopter e encontrar passagens ida e volta para Miami por 1.300,00 (já com taxas), realmente nos faz deixar a escolha da companhia área em segundo plano e na base da roleta russa!

No meu caso, a roleta russa me levou voando pra Miami com Delta Airlines, a qual eu nunca havia utilizado antes. Ok, para completar, lógico que um vôo barato desses vai ter suas contrapartidas negativas, nesse caso, o vôo não era direto, tinha conexão na cidade de Atlanta com um intervalo de mais de 3 horas. Mas será que esse seria o único ponto negativo? Como será voar com a Delta para os EUA? É isso que avaliamos nesse post review e vamos compartilhar com vocês, para que na sua próxima viagem, além do preço, a decisão de escolha da companhia possa ser sua também!

Delta_intrip_asa2Aviões da Delta no aeroporto de Atlanta, EUA

O embarque começou no horário programado, até ai tudo bem, não se espera menos que isso nas empresas, apesar de sabermos que nem todas cumprem com esse mínimo. Mas o que me chamou mais atenção no embarque foi o cuidado da tripulação com os passageiros. Na minha frente estava embarcando uma senhora (um pouco acima do peso), com uma criança de colo, com bolsas, casacos, cobertor da criança, enfim…tava difícil dela se acomodar e se locomover dentro do avião. Mas na mesma hora um dos comissários, já na porta do avião, pegou toda a “tralha” dela e começou a ajuda-la. Quando eles chegaram na poltrona marcada, o comissário pegou a criança (que tinha meses) e cuidadosamente ficou com ela no colo por cerca de uns 10 minutos até a senhora conseguir se ajeitar na cadeira. Depois disso, o funcionário percebeu que o espaço que a senhora iria ocupar, junto com a criança e as “tralhas” todas, seria complicado para dividir com outro passageiro (mesmo eles estando naquelas 3 poltronas do meio do avião). Na mesma hora, o comissário conseguiu transferir o passageiro que estava ao lado para uma outra poltrona vazia em outra parte da aeronave. Sorte desse passageiro, que teve um vôo tranquilo e sorte da mulher, que teve mais espaço com seu filho! Isso tudo, graças a um bom senso e um pouco de boa vontade de um bom comissário. Isso é ponto pra Delta!

Delta_intrip_asaChegando em Miami,EUA

ENTRETENIMENTO NO AVIÃO

Todos acomodados, as luzes foram diminuídas e eu só pensava nas 9 horas de vôo que eu teria até Atlanta. Bom, os espaços das poltronas não são dos melhores, para quem tem mais 1,80m de altura, não é tão confortável. Mas dei sorte, fui no corredor do canto e a poltrona da janela foi vazia, ou seja, fiquei com duas cadeiras só pra mim! Mas o que fazer até Atlanta/Miami? Bom, levei o livro do autor e amigo Henrique Joriam, “A gente se vê por ai!” (aliás, #FicaDica), mas como não gosto de ficar com a luz acesa durante todo vôo, precisava de outra distração. Ainda bem que tínhamos as telas individuais que passavam uma boa programação. Filmes de qualidade, séries de TV, programas, enfim, muito entretenimento para noite toda, ainda mais pra mim que tenho dificuldade em dormir no avião.

Delta_intrip_pernas
Pra variar, poltronas bem apertadas, principalmente pa quem tem mais de 1,80m

Delta_intrip_TVsMonitores individuais com programação de Filmes que são selecionados pelo passageiro

MAS E A COMIDA DO AVIÃO?

Alguns diziam que a Delta não tinha jantar, ai fiquei pensando, 9 horas bebendo água e comendo amendoim, será? Graças a Deus não! Sim, tivemos um bom jantar, com duas opções de pratos pra escolher. E vou te dizer, estava realmente bom. Na ida eu comi um risoto com carne e na volta optei por massa, ambos estavam muito bom (claro, com as limitações de ser uma comida de avião). Passamos a noite toda viajando e ai pensei, ok, o café da manhã vai ser amendoim! Não! Estava errado de novo, tivemos café, leite, pão, frutas, etc….foi bom! Teve lanche simples também, com refrigerante e biscoito, mas foi no vôo de conexão de Atlanta para Miami, mas ai tudo bem, até porque a duração é de cerca de 1h30 de vôo apenas…pouco mais do que um Rio-SP, então não precisa de muito serviço. Mas o biscoito era bom, juro! O vôo de conexão que fiz de Atlanta para Miami e depois na volta de Miami para Atlanta foram tranquilos, saíram na hora, os aviões eram razoáveis (até tinham um pouco mais de espaço entre as poltronas). Ponto pra Delta!

Delta_intrip_jantarJantar com mais de uma opção para se escolher e ainda tem café da manhã

Delta_intrip_lancheNo vôo de conexão um lanche rápido (mas com biscoito, melhor que amendoim)

FAZENDO CHECK-IN NA DELTA

O check-in no Brasil foi bem tranquilo, não tinha muita fila, a atendente me fez as perguntas de segurança rapidamente ainda na fila e logo em seguida já fui encaminhado para o balcão para despachar a bagagem e emitir o bilhete. No balcão, apenas com o número do meu passaporte o bilhete já estava emitido e num instante minha bagagem já estava etiquetada e despachada. Na chegada aos EUA, que foi por Atlanta, precisei passar pela alfândega naquela cidade, depois pegar minha bagagem e despachar novamente com destino a Miami (neste caso a bagagem não vai direto por conta do procedimento de alfândega). Mas todos os atendentes locais foram prestativos, informavam e até ajudavam arriscando um “portunhol” quando descobriam que eu era brasileiro. Nos EUA, embarcando pro Brasil o check-in foi mais fácil ainda, bastava ir numa maquina de autoatendimento, colocar o passaporte dentro de um leitor e pronto, o bilhete já era emitido! Só falta mandar a bagagem!

E foi nesta hora que mais uma vez me surpreendi com um atendente da Delta. Na hora de voltar eu tinha a minha mala e também uma caixa grande de um carrinho de bêbe que comprei de presente para filha de minha cunhada. Não tinha problema de peso, mas poderia ter problema de tamanho de volume, pois não é só por excesso de peso que se paga cota extra, por excesso de volume também. Mas a atendente foi fantástica, teve calma em medir toda a caixa, percebeu que a caixa tinha cerca de alguns centímetros a mais do volume permitido, mas era coisa de 2 cm! Ok, eu na mesma hora falei, regra é regra, vou tirar da caixa e envelopar no “Protect Bag“, já que meu problema era apenas tamanho e não peso. Mas a atendente teve uma reação surpreendente, ela teve um bom senso de falar que não haveria necessidade de pagar a cota extra por conta de um diferença de tamanho tão pequena. Ela, por iniciativa própria, chamou seu supervisor, explicou a situação e ambos concordaram em liberar os centímetros a mais. Colocaram a etiqueta de “Frágil” e liberaram o carrinho dentro da caixa. Mais um ponto pra Delta!

Delta_intrip_embarqueÁrea de embarque em Atlanta (conexão para Miami)

TRANSPORTANDO BAGAGENS

Estava tudo indo muito bem, minha experiência com a Delta estava sendo praticamente perfeita, mas ai cheguei no Brasil, e fui para a esteira esperar minha mala. Demorou um pouco, e como sempre, fico tenso para saber se ela vai chegar ou não. Eu nunca tive uma bagagem perdida ou estragada e me perguntei, “será que vai ser a primeira vez hoje?!“. Depois de um bom tempo minha mala apareceu na esteira, legal, não foi hoje que “perdi” uma mala. Mas quando chegou, percebi que tinha sido hoje que havia pela primeira vez sofrido estrago. Pois ela chegou rasgada e com o “pé de apoio” quebrado!

Ok, vamos em frente e buscar a caixa do carrinho de bêbe que vai chegar pelo outro portão, nas bagagens com etiqueta “Frágil”. Esperei por cerca de 45 minutos e nada! É, parece que hoje também seria a primeira vez que eu “perderia” uma bagagem! Fui até o balcão da Delta, falei com um responsável que checou no computador e verificou que realmente a caixa havia ficado em Atlanta. Ok, problemas acontecem, o importante é saber resolver! E eles souberam, me levaram pela alfândega, não precisei enfrentar a fila gigantesca que estava formada, fui direto pelo setor das pessoas que declaram (que obviamente estava vazio), o funcionário da Delta explicou que eu não tinha compras acima da cota e que só estava passando ali por conta do ocorrido, botei minha mala no raio-x normalmente como todos, passei e fui embora sem perder mais tempo! Ok, problema resolvido, pois realmente a caixa foi entregue na minha casa no dia seguinte! Ponto para a Delta!

Porém, e a minha mala rasgada?! O funcionário me deu um formulário, anotou o número do meu ticket e me instruiu a entrar no site para gerar a reclamação, que prontamente eu seria atendido. Ok, fiz exatamente o que ele falou e entrei em contato via site seguindo todo o procedimento. E é ai que toda a experiência vai por água abaixo! Um empresa quando quer oferecer um serviço (ainda mais quando não é barato, como passagens áreas) tem que pensar em tudo e tem que pensar justamente no atendimento, pois, como falei anteriormente, problemas acontecem e o importante é como eles vão ser solucionados. Até então tudo estava sendo muito bom e o time da Delta em campo soube conduzir tudo! Até aquele momento…

Mas o backoffice de atendimento via site parece que não entende bem essa premissa de serviços e a importância de um bom atendimento, pois fez com que todos os “pontos” ganhos na minha avaliação fossem perdidos, pois quando olho para minha mala inutilizada, não lembro do jantar, dos funcionários atenciosos e da pontualidade. Vou ver a Delta como uma empresa que não cuidou da minha bagagem e não resolveu meu problema!

Levou mais de 3 semanas (até a data que escrevi esse post) que não tive resposta sobre meu caso. Apenas recebi 2 emails idênticos e automáticos avisando que receberam minha reclamação e que a mala poderia ser localizada ainda num prazo de algumas semanas e bla bla bla! MAS MINHA MALA ESTÁ AQUI! Ela não sumiu, ela simplesmente foi rasgada!

Delta_intrip_mala2Minha mala danificada, com um rasgo e o “pé de apoio”quebrado

Delta_intrip_mala
O pé de apoio da mala quebrado depois de voar com a Delta

OK, provavelmente vou voar Delta de novo? Sim, provavelmente sim! Mas a imagem perfeita que estava se formando não existe mais. E se a “roleta russa” dos preços me permitirem escolher a companhia, provavelmente a delta corre riscos de não me ter como cliente novamente. Não porque minha mala foi rasgada (podemos reformá-la, comprar outra, etc…) Mas foi por ter recebido um padrão de qualidade no inicio e depois ter perdido esse padrão, não ter recebido atenção na hora que tive problemas, sequer ter recebido um contato de uma pessoa para falar sobre o assunto.

Em empresas de serviço, nem sempre a primeira impressão é a que fica, pois em muitas vezes a última impressão é a mais marcante (seja negativa ou positiva) e todos os pontos conquistados podem ser perdidos, neste caso, apenas um erro (o descaso) pode apagar todos os outros acertos! Menos ponto pra Delta!

ATUALIZAÇÃO:
A caixa do carrinho eles localizaram rápido e no dia seguinte que cheguei de viagem eles entregaram lá em casa. Mas a minha mala rasgada demorou mais pra ter resposta, foi só depois de usar a redes sociais para comunicar o ocorrido, que a empresa entrou em contato comigo. Foram 3 semanas tentando resolver por email (pelos canais oficiais), mas somente através da mídias sociais tive resposta (e na época da viagem ainda não havia um investimento e SAC 2.0). Depois disso eles foram mais atenciosos, depositaram o valor da minha mala sem questionar, pois eu obviamente não tinha mais a Nota Fiscal dela, mas verifiquei o valor de um modelo igual para avaliar o preço e eles corretamente resolveram!

No final tudo deu certo. Erros acontecem, mas o importante é gerar soluções!


Boas Viagens e lembrem-se….Seu destino é você quem faz!
 
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